29 de mai. de 2013

Construir ou alugar é melhor com segurança

        O sonho de todo brasileiro é ter a sua casa própria, e morar em um local dentro dos padrões de segurança faz toda a diferença. Segundo dados do último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Imperatriz tem uma população estimada para 2012, de 250.063 habitantes e 68.561 domicílios, colocando uma média de três pessoas por domicilio chega-se a um déficit de 14.793 domicílios para suprir toda essa população.
Devido ao crescimento urbano da cidade nos últimos anos, com o crescente aumento na construção de imóveis, é preciso que se saiba as principais informações relativas à segurança dos mesmos. Para isso faz-se necessário conhecer as principais recomendações dos órgãos públicos no que se refere à segurança de imóveis residenciais e comerciais.
 Porém, a maioria das pessoas nem se dá conta ou não sabe o que verificar nos imóveis, toda construção residencial ou comercial tem que seguir uma série de etapas. O primeiro passo seria dar entrada junto ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), do projeto arquitetônico do imóvel, e os projetos complementares, hidráulico, elétrico e sanitário, só então o CREA concede a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).
Tendo em mãos a ART, o passo seguinte seria dar entrada na Secretaria de Obras do Município para a liberação do alvará de construção. É exigido uma cópia da documentação do terreno, o ART, três cópias das plantas de situação (localização do terreno) e do projeto arquitetônico, hidráulico, elétrico e sanitário. Para imóveis acima de 750 m², é obrigatório um projeto a parte de combate a incêndio, feito também por um engenheiro civil.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar (CBM), o projeto de combate a incêndio é obrigatório para construções acima de 750 m² ou que tenha mais de três pavimentos. Este projeto deve especificar as saídas de emergências, extintores, sinalização e iluminação de emergência, caixas de incêndio ou hidrantes, e a reserva técnica de água, como consta no Código de Segurança contra Incêndio e Pânico (Coscip). Em locais com mais de 30 metros de altura, como hotéis, hospitais e shoppings centers, é necessário à instalação de sprinklers, conhecido popularmente como “chuveirinhos”, que são acionados quando detectam qualquer sinal de fumaça no ambiente. “Muitas das irregularidades que observamos, principalmente nos comércios, é a colocação errada de extintores. Alguns chegam ao absurdo de retirar o extintor alegando que não combina com a decoração da loja”, relata o vistoriador do CBM, sargento Marco Aurélio Castelo Branco.
Exemplos corretos exigidos pelo Projeto de Combate a Incêndio:
Condomínio com sistema de hidrantes e reserva d'água

Extintor colocado e sinalizado de forma correta
Sprinklers, "chuveirinho"
Para que seja habitado o imóvel recém-construído, é necessário que se obtenha o Habite-se, que é uma autorização para a ocupação do imóvel, emitido também pela Secretaria de Obras, que faz uma vistoria para saber se está dentro das especificações técnicas exigidas.
Ao adquirir um imóvel, seja ele residencial ou comercial, é prescindível observar alguns itens de segurança, além dos que são exigidos pelo CBM, verificar se as escadas possuem corrimão e se o piso é antiderrapante. Se o imóvel possuir 1500 m², tem que ter um sistema de proteção atmosférico (para-raios), e também se estar adaptado para deficientes físicos. São itens que poucas pessoas observam, mas que são de extrema importância. “Comprei um apartamento recentemente, mas não me toquei para isso, mas agora vou ficar atento e cobrar do meu síndico a adequação do prédio, caso não esteja de acordo com as normas de segurança”, relata o mecânico Wanderson Guimarães Lima, morador do residencial Lívia no Bacuri
Alguns erros encontrado pelo CBM em imoveis e comercio:
Está sinalizado, mas onde está o extintor?
Extintor clocado em uma escadaria e no chão
Escada sem corrimão (prédio onde funciona a defesa civil municipal)
           As recomendações aqui levantadas, é só um pequeno manual do que é importante observar nos imóveis, para que não se repita tragédias já ocorridas no passado. Caso aja alguma irregularidade, os proprietários devem procurar os órgãos responsáveis e fazer uma denúncia. A preocupação com a segurança dos imóveis é uma obrigação de todos, e não só dos órgãos competentes, esperar para agir só quando ocorrer uma tragédia pode ser tarde demais.

Telefones para dúvidas e denúncias:
Corpo de Bombeiros 3ºGBM, telefone (99) 3525 1663 ou 193 (emergência)
Secretaria de Obras, telefone (99) 8815-8262 / 8834-0114 / 3524-9865

Esta reportagem foi realizada pelo acadêmico de jornalismo da UFMA Soldado BM André Neto, com colaboração do acadêmico de jornalismo Mikael Carvalho.

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